Wednesday, February 27, 2019

MANLIO DINUCCI -- O DIA ANTERIOR, ENQUANTO ESTAMOS A TEMPO



GUERRA NUCLEAR
O DIA ANTERIOR
De Hiroshima até hoje:
Quem e como nos conduzem à catástrofe


Capítulo 9
O DIA ANTERIOR, ENQUANTO ESTAMOS A TEMPO
9.1 A estratégia do Império Americano do Ocidente 

Um vasto arco de tensões e conflitos estende-se da Ásia Oriental à Ásia Central, do Médio Oriente à Europa, da África à America Latina. Os «pontos quentes» ao longo deste arco intercontinental – Península Coreana, Mar da China Meridional, Afeganistão, Síria, Iraque, Irão, Ucrânia, Líbia, Venezuela e outros – têm histórias e características geopolíticas diferentes, com factores específicos sócio-económicos internos, mas, ao mesmo tempo, estão ligados por um único factor: a estratégia com a qual os Estados Unidos da América procuram manter a sua posição de superpotência dominante.

Os Estados Unidos ainda são a primeira potência económica do mundo, sobretudo graças aos capitais e aos mecanismos com que dominam o mercado financeiros  global,às multinacionais com que exploram os recursos humanos e materiais de cada continente, à alta tecnologia e às patentes relacionadas na sua posse, ao papel penetrante dos seus grupos de multimedia que influenciam as opiniões e os gostos de biliões de utentes à escala planetária.  

Basta pensar que a NYSE, a principal Bolsa de Valores do mundo (conhecida como Wall Street), com sede em Nova York, incorporou a Euronext, em 2007, criando a NYSE-Euronext e esta, por sua vez, é comprada em 2013 pela Intercontinental Exchange, um grupo americano que gere outras 10 Bolsas prestigiosas, com um valor de acções que totaliza o dobro do produto interno bruto mundial. Basta pensar que a Apple, a multinacional americana número um do mundo no sector dos produtos informáticos, tem uma rede de mais de 800 fábricas em trinta países, com mais de um milhão e meio de operários e técnicos que produzem os componentes simples, os quais são enviados a 18 instalações de montagem final, de onde saem os produtos finais para serem distribuídos pela rede de vendas a escala global. Basta pensar que, entre os 10 grupos mediáticos mais destacados do mundo, nove são americanos. O grupo Time Warner é composto por mais de 300 sociedades, entre as quais a Warner Bros que produz filmes e telefilmes difundidos em todo o mundo, a CNN, cujo noticiário é transmitido vinte e quatro horas sobre vinte e quatro, em todo o mundo, a Time Inc. e outras casas editoras que publicam mais de cem revistas internacionais. A compra da Time Warner pela AT&T, a gigantesca empresa americana dos telefones móveis/celulares e da Internet, cria um grupo multimédia de dimensões ainda mais colossais.

Com estes e outros instrumentos, os Estados Unidos permanecem a principal potência económica do mundo. A sua supremacia é posta em perigo ao emergir novos elementos/personagens estatais e sociais. Salienta-se  a Cimeira do BRICS (Brasil, Rússia,Índa, China, África do Sul), ocorrida em 2017, em Xiamen, na China. Os BRICS exigem a revisão das quotas e, portanto, dos votos atribuídos a cada país, no interior do Fundo Monetário Internacional: os USA, por si, detêm mais do dobro dos votos totais  dos 24 países da América Latina (México incluído) e o G7 (EUA, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Canadá) detêm o triplo dos votos do grupo dos BRICS. Dando voz às «preocupações do BRICS sobre a injusta arquitectura económica e financeira global, que não tem em consideração o peso crescente das economias emergentes, o Presidente russo Putin sublinha a necessidade de «superar o domínio excessivodo número limitado das moedas de reserva». A referência ao dólar USA é clara, pois que constitui a moeda dominante nas moedas de reserva e no comércio mundial, em particular aquela com que se faz a avaliação do preço internacional do petróleo.

Porém, em 2016, o yuan chinês entra para fazer parte do cabaz de moedas de reserva do Fundo Monetário Internacional juntamente com o dólar, o euro, o yen e a libra esterlina. Um ano depois, a Venezuela começa a indicar o preço do petróleo, não em dólares mas em yuan chineses. É a resposta de Caracas às sanções emanadas em 2017, pela Administração Trump, mais duras do que as impostas em 2014, pela Administração Obama: elas impedem a Venezuela de sacar os dólares da venda do petróleo aos Estados Unidos, dólares utilizados para importar para a Venezuela bens de consumo como produtos alimentares e medicamentos. As sanções também impedem a compra e venda de títulos emitidos pela PDVSA, a companhia petrolífera estatal venezuelana. Washington tem em vista, desta maneira, um duplo objectivo: aumentar a penúria de bens de primeira necessidade na Venezuela e assim, o descontentamento popular, para fomentar a oposição interna, espalhada e sustentada pelos USA) para derrubar o governo bolivariano; manter o Estado venezuelano em default, impedindo-o de pagar as parcelas da dívida externa, ou seja, para levar à falência o Estado com as maiores reservas petrolíferas do mundo, quase dez vezes mais do que os Estados Unidos.

No mesmo período em que Caracas começa a quotizar o preço da venda do petróleo não em dólares USA mas em yuan chineses, espalha-se a notícia que Pequim tenciona lançar contratos ‘futuros’ de compra e venda de petróleo em yuan, convertíveis em ouro. «Se os novos contratos futuros seimpuserem, destruindo mesmo parcialmente o poder excessivo do petrodólar, seria um golpe enorme para a economia americana», comenta o Sole 24 Ore 

A ser submetido em discussão pela Russia, China e outros países não só o poder excessivo do petrodólar (moeda de reserva obtida pela venda do petróleo), mas a própria hegemonia do dólar. O seu valor é determinado, não pela capacidade real económica dos Estados Unidos, mas pelo facto de que ele constitui quase dois terços das reservas das moedas mundiais e a moeda com que se estabelece sobre o mercado mundial o preço do petróleo, do ouro, de outras matérias primas e, em geral, das mercadorias. Isso permite à Reserva Federal, ao Banco Central ( que é um Banco privado), imprimir milhares de biliões de dólares com o qual é financiado o colossal débito público USA – cerca de 23 triliões de dólares – através da aquisição de obrigações e de outros títulos emitidos pelo Tesouro. Nesse âmbito, a decisão venezuelana de retirar o preço do petróleo do dólar provoca um choque que, do epicentro sul americano, faz tremer todo o palácio imperial alicerçado no dólar. So o exemplo da Venezuela se espalhasse, se o dólar cessasse de ser a moeda dominante do comércio e das moedas das reservas internacionais, uma quantidade enorme de dólares entraria no mercado fazendo cair o valor da moeda americana.

Washington observa, sobretudo a parceria russo-chinesa com preocupação crescente: o intercâmbio entre os dois países está em forte crescimento: ao mesmo tempo, aumentam os acordos de cooperação russo-chineses no campo energético, agrícola, aeronáutico, espacial e no das infraestruturas. O fornecimento de gás russo à China , cerca de 38 biliões de metros cúbicos por ano, através do gasoduto Sila Sibiri, a partir de 2019, abre a exportação energética russa para Oriente, enquanto os Estados Unidos procuram bloqueá-la para Ocidente, para a Europa.

Na «guerra dos gasodutos» os Estados Unidos conseguiram bloquear o South Stream em 2014,  o gasoduto que, segundo um acordo entre os governos, deveria ter ligado a Rússia à Itália através do Mar Negro (em águas territoriais russas, búlgaras e turcas)e via terra, através da Bulgária, Sérvia, Hungria, Eslovénia e Itália até Tarvisio (Udine). Fazendo pressão, sobretudo, sobre a Bulgária, a Administração Obama, com a colaboração da União Europeia, conseguiu enterrar um projecto já começado de grande importância para a mesma União Europeia. Para contornar a Ucrânia, corredor sempre mais inseguro para os gasodutos russos, Moscovo procura vias alternativas com a duplicação do North Stream, através do Mar Báltico,  a realização do TurkStream através do Mar Negro, até à Turquia e com o seu prolongamento, o Poseidon, através da Grécia até Itália.

 No Médio Oriente, a «guerra dos gasodutos» ainda é mais explosiva enquanto se transpõe para a realidade. A intervenção militar russa na Síria, em 2015, em apoio às forças governamentais, derruba o destino do conflito. Os caça-bombardeiros russos destroem, uma após outra, as fortalezas do ISIS, abrindo caminho para as forças de Damasco. Os Estados Unidos, deslocados, jogam a carta da fragmentação da Síria, apoiando os independentistas curdos e outros. Moscovo usa ao mesmo tempo instrumentos económicos, estipulando em 2017, acordos com o Irão para a realização de infraestruturas ferroviárias e energéticas, entre as quais um gasoduto através do Irão e da Índia, fortemente oposto pelos EUA. Washington responde com um movimento previamente concordado com Israel: o Presidente Trump ataca violentamente o Irão, acusando-o de violar o espírito do «acordo» sobre a questão nuclear estipulado em Teerão, em 2015, com o Grupo 5 + 1 (USA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia). Não obstante a própria Agência Internacional para a Energia Atómica garantir que o Irão está a cumprir o acordo e que não está a tentar fabricar armas nucleares, ao contrário do que o Presidente Trump afirma, a questão é reaberta artificialmente, originando um processo perigoso cujos resultados são imprevisíveis. O ataque de Washington é dirigido não só ao Irão, mas contra a Rússia, que está a reafirmar a sua presença no Médio Oriente.
«Moscovo – escreve o The New York Times - tenta, através da gigantesca companhia petrolífera estatal, Rosneft, ganhar influência em lugares onde os Estados Unidos tropeçaram. Os seus esforços são devidos também, à necessidade, pois que as sanções americanas e europeias forçaram a Rosneft a encontrar novos parceiros e investimentos noutros lugares, em áreas turbulentas onde os interesses americanos estão em risco. A aposta maior para a Rosneft é a Venezuela. Em três anos, a Rússia e a Venezuela forneceram a Caracas, assistência financeira num total de 10 biliões de dólares, ajudando a Venezuela a evitar o default, sob um peso de um débito de 150 biliões de dólares. A Rússia está a usar cada vez mais o petróleo como instrumento, a espalhar a sua influência no mundo e a desafiar os interesses dos EUA».

Um desafio crescente aos interesses dos Estados Unidos chega, em simultâneo, da China. Como renda nacional bruta, a China subiu ao segundo lugar mundial, depois dos Estados Unidos e regista taxas de crescimento económico superiores às dos Estados Unidos. A sua agricultura que assegura os requisitos internos, está no primeiro lugar do mundo em muitas produções (entre as quais, o arroz, o trigo e o algodão. A sua indústria, que constitui o sector económico condutor, é muito desenvolvida e diversificada: desde as actividades extractivas (cobalto, alumínio, ouro, carvão fóssil, do qual o país é o primeiro produtor mundial) às manufacturas de todos os tipos. Os seus serviços vão desde o sector financeiro às telecomunicações e transportes (a China tem mais de 20.000 km de linhas férreas de alta velocidade, mais do que todos os outros países do mundo juntos). O seu nível tecnológico aumenta em todos os campos, compreendendo o sector espacial. De mais de 2.800 universidades chinesas, em que são graduados 7 milhões de estudantes por ano, saem todos os anos, 600 mil engenheiros.

A China - «a fábrica do mundo» na qual investem e produzem também muitos grupos americanos gigantescos  (como a Apple) – é o primeiro exportador mundial de mercadorias, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha e Japão. Símbolo eloquente desse crescimento é o porto de Ningpo, no primeiro lugar do mundo com cerca de um bilião de toneladas de mercadorias. À sua volta, a China efectua investimentos crescentes no estrangeiro. Os seus grupos económicos mais importantes (em geral, estatais, com participação estatal ou ainda orientados por políticas estatais) efectuam investimentos crescentes, quer nos Estados Unidos e na União Europeia, quer em África, Ásia e América Latina. Aí, as sociedades chinesas estão particularmente empenhadas na realização de infraestruturas (caminhos de ferro, estradas, pontes,túneis, canais, oleodutos e gasodutos): em África construiram, através de contratos com os governos locais, cerca de 6.000 km de linhas férreas e estradas pavimentadas.

O projecto mais ambicioso, lançado pela China, em 2013 e partilhado com a Rússia, é o da nova Rota da Seda: uma rede de estradas e caminhos de ferro que liguem a China à Europa, através da Ásia Central e Ocidental, e através da Rússia, grosso modo, ao longo da antiga Rota da Seda. O projecto, já em fase de realização, prevê, unida à terrestre, uma via marítima através do Oceano Índico, do Mar Vermelho e do Mediterrâneo. Para a infraestrutura rodoviária e ferroviária, que deverá atravessar e ligar 60 países, prevêem-se investimentos superiores a 1 trilião de dólares.O projecto, que não inclui componentes militares, não é simplesmente económico. Se fosse realizado segundo a ideia original, remodelaria a arquitectura geopolítica de toda a Eurásia, criando sobre a base de conveniências recíprocas, uma nova rede de relações económicas e políticas entre os Estados do continente.


«O Presidente da China, Xi Jinping – escreve o The New York Times  tenciona usar a riqueza e o know-how industrial da China para criar um novo tipo de globalização que abandone as regras das instituições envelhecidas dominadas pelo Ocidente. O objectivo é remodelar a ordem económica mundial». 

Tal sistema cria no mundo uma polarização crescente entre a riqueza e a pobreza. Um estudo indica que 86% da riqueza global (em termos de dinheiro e propriedade) está concentrado nas mãos de 8% da população adulta mundial. Os restantes 92% possuem, apenas, 14% da riqueza global. Excluído o extracto intermédio, a situação pior é a do extracto inferior, composta por 3 biliões e meio de pessoas, que representam quase 3/4 (três quartos) da população adulta mundial: globalmente menos de 2,5% da riqueza global. A faixa mais pobre não possui nada ou quase nada. Mais de dois biliões de pessoas em África, Ásia e América Latina, sobretudo nas zonas rurais, vivem na pobreza ou em condições de gravíssimas restrições económicas. Entre estas, cerca de um bilião encontram-se em pobreza extrema, ou seja, numa condição social caracterizada pela desnutrição crónica, situação de habitação e de higiene desastrosa, alta incidência de doenças infecciosas e parasitárias, grande mortalidade, sobretudo infantil, duração média de vida reduzida, analfabetismo, falta de poder de decisão, dependência, marginalização, vulnerabilidade e insegurança constante. Das aldeias da África sub-shariana até aos ‘bidonville’ asiáticos e latino-americanos, os pobres vivem o mesmo drama, provocado pelas mesmas causas de fundo.

Basta pensar no facto de que, enquanto é produzida no mundo uma quantidade de alimentos que seria suficiente para assegurar um bom nível nutritivo a cada habitante da Terra, sofrem de fome (ou seja, são afectadas de subalimentação crónica) cerca de 800 milhões de pessoas – um número equivalente à população de 13 países da dimensão da Itália – e cerca de 2 biliões de pessoas são afectadas pela má nutrição, devido à carência de ferro e vitaminas na alimentação. Como consequência da subalimentação e da má nutrição, morrem todos os anos milhões de pessoas entre as quais três milhões de crianças de idade inferior a cinco anos. A causa fundamental da fome é a pobreza originada pelos mecanismos económicos que prejudicam os pequenos agricultores. Nos países em que grande parte da população é subalimentada, vastas extensões de terra fértil são reservadas, não ao cultivo destinado à alimentação interna, mas ao cultivo para exportação, produzido em grande parte por pequenos agricultores, que obtêm uma renda muito baixa, visto que as redes comerciais são controladas por um oligopólio de multinacionais. O problema da fome é agravado pelo aumento dos preços dos géneros alimentares, devido em grande parte ao facto de que na Bolsa de mercadorias os operadores financeiros compram e vendem através de contratos futuros quantidades enormes de produtos alimentares, ganhando se o preço aumenta em relação ao concordado aquando a estipulação do contrato.

Esta é a ordem económica mundial que os Estados Unidos procuram por todos os meios conservar e controlar. Não tendo a força económica para fazê-lo, lançam sobre o prato da balança a espada da sua força militar e pressão política. O objectivo político perseguido por Washington é claro: afastar do caminho qualquer Estado ou movimento político/social que possa prejudicar os interesses fundamentais políticos, económicos e militares dos Estados Unidos da América, colocando em risco a sua supremacia. Nesta estratégia, são acompanhados pelas potências europeias da NATO e outras,como Israel e Japão, as quais, apesar de ter contrastes de interesses com os USA, alinham-se sob a liderança dos Estados Unidos, quando se trata de defender a ordem económica e política dominada pelo Ocidente.

Confirma-o a ‘psyop’ lançada pelos dispositivos político-mediáticos de todo o Ocidente contra a Síria. Depois de, durante cinco anos ter procurado derrubar o Estado Sírio, esmagando-o a partir do interior, com grupos terroristas armados e infiltrados do exterior e provocando mais de 250.000 mortos, no momento em que as operações estão a fracassar devido à intervenção russa de ajuda às forças sírias que apoiam o governo, lança-se a operação psicológica para fazer parecer como agressor, o Governo e todos os sírios que resistem à agressão. O objectivo da psyop é a demonização do Presidente Assad (como foi feito a Milosevic e Gadddafi), apresentado-o como um ditador sádico que goza a bombardear hospitais e a exterminar crianças, com a ajuda do amigo Putin, retratado como o novo Czar do império russo renascido.

A pressão militar USA no Mar da China Meridional e na Península Coreana, dirigida contra a China, a guerra USA/NATO no Afeganistão, Médio Oriente e África, o empurrão USA/NATO na Ucrânia e o consequente confronto com a Rússia, caem na mesma estratégia de contraste à parceria russo-chinesa e à sua tentativa de remodelar a ordem económica e política global. Na mesma estratégia está o plano de minar os BRICS a partir de dentro, elevando a direita ao poder em Brasília e em toda a América Latina. É confirmado pelo comandante do US Southern Command, cuja área de operações compreende a América do Centro e Sul: numa audiência no Senado acusa a Rússia e a China de exercer uma «influência maligna» na América Latina, para também fazer avançar aí «a sua visão de uma ordem internacional alternativa».

Num memorando transmitido em Outubro de 2017 às Forças Armadas dos Estados Unidos, o Secretário da Defesa, Jim Mattis, faz uma verdadeira declaração de guerra: «Somos um Departamento em guerra. Devemos estar preparados para enfrentar uma situação de segurança global cada vez mais complexa, caracterizada por um declínio acelerado da gestão da ordem internacional baseada em regras. A Rússia violou as fronteiras das nações vizinhas e quer ter poder de veto sobre as decisões económicas, diplomáticas e de segurança dos seus vizinhos. A China é um adversário estratégico a longo prazo, que atemoriza os seus vizinhos enquanto aumenta as tensões no mar da China Meridional. Para a segurança e a estabilidade global, é necessário que as nossas Forças Armadas permaneçam a força de combate mais potente do mundo. Devemos dar prioridade a um dissuasor nuclear seguro e fiável, colocar em campo uma força convencional decisiva e manter uma capacidade fundamental de conduzir uma guerra não-convencional». No final da proclamação, antes da assinatura, o Chefe do Pentágono escreve à mão, em letras maiúsculas, «CHARGE!» («CARREGAR!»).

A seguir:
  
9.2  O sistema bélico planetário dos Estados Unidos da América  



                                                                                                                
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos


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